Banco de Portugal aperta o cinto ao Crédito Habitação.

A partir de 1 de agosto de 2026, o Banco de Portugal vai aplicar novas regras ao crédito para travar o sobreendividamento e responder à subida dos preços das casas. A principal mudança é a redução da taxa de esforço máxima recomendada de 50% para 45%, o que significa que o total das suas prestações mensais não deve pesar mais do que 45% dos seus rendimentos líquidos.

Além disso, a margem de manobra dos bancos para abrir exceções a esta regra encolhe de 15% para 10% do volume de novos empréstimos. No que toca aos prazos, os escalões foram simplificados: quem tem até 35 anos passa a poder pagar a casa em até 40 anos (o que beneficia quem tem entre 30 e 35 anos, que antes estava limitado a 37 anos), enquanto quem tem mais de 35 anos fica com um teto máximo de 35 anos. Outra alteração importante é o fim do financiamento a 100% para os imóveis que pertencem aos próprios bancos.

A partir de agosto, estas casas jogam com as regras gerais do mercado, exigindo uma entrada mínima de 10% (financiamento máximo de 90%) para habitação própria e permanente. Mantêm-se inalterados os prazos do crédito ao consumo, os limites gerais de financiamento e os testes de stress bancários.

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